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Policial penal cedido ao Gaeco é preso por suspeita de lavagem de dinheiro no RS
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 15/09/2026 14:48
RIO GRANDE DO SUL

Um policial penal que estava cedido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi preso preventivamente na segunda-feira (14), durante uma operação coordenada pelo próprio Ministério Público. O servidor é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.

O policial penal foi identificado como Cassiano Uflacker Lutz de Castro. Segundo informações do Portal da Transparência do MPRS, ele atuava desde dezembro de 2023 como assessor de segurança institucional e estava cedido ao órgão para trabalhar no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A operação foi realizada pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, com apoio do Gaeco. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados ao investigado nas cidades de Porto Alegre, Cachoeirinha e Venâncio Aires.

Uma das ordens judiciais foi cumprida na própria sede do Gaeco, localizada na Rua Santana, em Porto Alegre. Um computador foi apreendido no local e deverá passar por análise.

Conforme informações obtidas pela reportagem junto a fontes ligadas à investigação, a suspeita é de que a lavagem de dinheiro tenha ocorrido por meio da aquisição de carros de luxo e veículos aquáticos.

O Ministério Público confirmou a prisão e informou que a investigação apura "diversos delitos". O órgão afirmou ainda que as investigações continuam sob sigilo.

Após a prisão, o policial penal foi encaminhado para a Penitenciária Estadual de Canoas.

A Polícia Penal informou que a investigação e a prisão foram conduzidas pelo Ministério Público.

A defesa de Cassiano Uflacker Lutz de Castro não havia sido localizada até a publicação desta notícia.

Nota do Ministério Público

Em nota, o MPRS informou que a prisão preventiva foi decretada no âmbito de uma investigação que apura diversos delitos e que o caso permanece sob sigilo.

O servidor é investigado, e não há, até o momento, condenação definitiva relacionada às suspeitas.

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