Uma empresária de 30 anos, moradora de Porto Alegre (RS), registrou um boletim de ocorrência após relatar que uma voz masculina surgiu em um walkie-talkie de brinquedo utilizado pela filha, de 4 anos, e fez ameaças à criança. Segundo a mãe, o homem se identificou como “lobo cinzento” e afirmou que iria pegar a menina.
O episódio aconteceu na noite de quinta-feira (15), enquanto mãe e filha estavam em casa. De acordo com o relato da empresária, o aparelho estava desligado e começou a emitir chiados e bipes antes de transmitir a voz masculina.
A mulher afirma que pegou o brinquedo e ouviu uma conversa na qual o homem perguntava com quem estava falando. Em seguida, uma voz infantil teria respondido “papai”, antes de o homem se identificar como “lobo cinzento”.
Ao questionar quem estava falando, a empresária diz ter ouvido a frase: “O lobo cinzento que vai pegar o teu filho”.
Mãe suspeita de que voz tenha vindo das proximidades
A família ficou preocupada com a possibilidade de a transmissão ter origem nas proximidades da residência. Conforme o manual de instruções, o walkie-talkie tem alcance máximo de 500 metros.
A mãe também relatou que o homem teria mencionado assuntos relacionados ao ambiente doméstico, o que levantou a suspeita de que alguém pudesse estar ouvindo conversas dentro da casa.
O brinquedo citado é o Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, comercializado pela Candide Brinquedos. A empresa foi procurada para esclarecer se o equipamento pode transmitir ou captar sons sem que o botão de comunicação esteja pressionado, mas não havia enviado resposta até a publicação da reportagem.
Polícia Civil investiga o caso
A empresária registrou um boletim de ocorrência na sexta-feira (16). Segundo o delegado André Mocciaro, a Polícia Civil vai investigar o episódio.
A mãe afirma que a filha ficou assustada após a situação e passou a demonstrar medo de ficar sozinha, inclusive para ir ao banheiro.
O caso também levanta questionamentos sobre a segurança de brinquedos que utilizam transmissão por rádio e a possibilidade de interferências de outros dispositivos compatíveis. A origem da voz e as circunstâncias da transmissão ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.
Até o momento, não há confirmação sobre a identidade da pessoa que teria falado pelo aparelho nem sobre como a comunicação foi estabelecida.