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Frio e chuva aumentam os cuidados com cordeiros recém-nascidos no RS
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 13/09/2026 10:57
RIO GRANDE DO SUL

Durante a temporada de nascimentos no Rio Grande do Sul, produtores de ovinos reforçam os cuidados com os cordeiros, principalmente nos períodos de frio e chuva. As primeiras horas de vida são consideradas decisivas para a sobrevivência dos animais.

Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), entre 15% e 30% dos cordeiros podem morrer nas primeiras 72 horas de vida. As condições climáticas estão entre os fatores que podem aumentar o risco de mortalidade.

De acordo com o inspetor técnico da Arco, Daniel Rocha, o frio e a chuva podem fazer com que o cordeiro perca calor rapidamente. Nessas condições, o animal pode demorar mais para se levantar, encontrar a mãe e iniciar a alimentação.

Os cuidados começam ainda durante a gestação. Entre as práticas adotadas pelos produtores está a esquila pré-parto, que consiste na retirada da lã das ovelhas antes do nascimento. A medida pode facilitar a movimentação das matrizes e favorecer a busca por locais protegidos após o parto.

Em uma propriedade rural de Bagé, na Campanha Gaúcha, as ovelhas são acompanhadas individualmente desde a cobertura. As datas são registradas para que os produtores consigam prever aproximadamente quando os partos ocorrerão.

Quando o nascimento se aproxima, as fêmeas são levadas para áreas mais próximas da residência da família. Assim, os produtores conseguem acompanhar os partos e agir rapidamente quando necessário.

Atualmente, cerca de 230 ovelhas estão gestantes na propriedade, com expectativa de aproximadamente 250 cordeiros durante a temporada. O nascimento de gêmeos também é frequente.

O acompanhamento próximo nas primeiras horas, aliado ao manejo realizado ainda durante a gestação, é apontado pelos produtores como uma das principais estratégias para reduzir as perdas durante o período de nascimento.

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