Uma advogada foi presa preventivamente em Ijuí, no Rio Grande do Sul, durante uma investigação que apura suspeitas de cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão.
Segundo a Polícia Civil, a mulher atuava na defesa de integrantes de um grupo criminoso e teria assumido o compromisso de garantir a libertação e o retorno das vítimas para suas famílias. A investigação aponta, porém, que as mulheres teriam sido levadas para outro estabelecimento na região de Planalto.
Durante uma operação no local, oito mulheres foram encontradas e resgatadas.
Uma das vítimas relatou à polícia que teria sido ameaçada de morte durante o deslocamento. A denúncia foi considerada na decisão que determinou a prisão preventiva da advogada.
Outras duas pessoas também foram presas preventivamente. O caso começou a ser investigado durante a Operação Momentum Libertatis, realizada em agosto, quando três jovens foram resgatadas, entre elas uma mulher de 25 anos que estava grávida.
A OAB/RS informou que tomou conhecimento do caso e solicitou acesso ao inquérito para analisar os fatos e adotar as medidas cabíveis.
As investigações continuam.