O laudo pericial apontou que a morte do advogado Rodrigo Pantaleão teve causa natural. Mesmo com o resultado da perícia, a Polícia Civil informou que o inquérito continuará em andamento e que novos depoimentos ainda serão realizados antes da conclusão da investigação.
Pantaleão foi encontrado sem vida no dia 25 de junho, em um imóvel localizado no bairro Itacorubi, em Florianópolis. Moradores da região acionaram as autoridades após perceberem um forte odor vindo da residência.
A causa específica da morte não foi divulgada pela Polícia Civil.
O nome do advogado havia ganhado repercussão nacional semanas antes, após um vídeo de uma audiência judicial realizada em 28 de maio circular nas redes sociais.
Durante a sessão, Pantaleão atuava na defesa de um réu e concordou com os argumentos apresentados pelo Ministério Público pela condenação do próprio cliente.
Na ocasião, a juíza Carolina Ranzolin considerou que o réu não havia recebido uma defesa adequada e determinou que ele tivesse nova oportunidade de ser defendido.
Durante a audiência, o advogado permaneceu utilizando o celular enquanto o promotor Raul Rogério Rabello apresentava os argumentos do Ministério Público. Ao ser chamado pela magistrada para fazer as alegações finais, Pantaleão declarou:
"A defesa corrobora as afirmações exaradas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência."
O episódio motivou uma apuração da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santa Catarina.
Apesar de o laudo pericial indicar morte natural, a Polícia Civil informou que ainda existem depoimentos pendentes no inquérito. As oitivas serão realizadas antes do encerramento da investigação.
Até o momento, não foram divulgados outros detalhes sobre as circunstâncias da morte.