Uma professora ficou ferida após ser atacada com golpes de facão dentro do Instituto Estadual de Educação Deputado Ruy Ramos, em Rosário do Sul, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, na manhã desta quinta-feira (6). O suspeito da agressão é um adolescente de 15 anos, que foi apreendido pela Brigada Militar logo após o ataque.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, a professora sofreu ferimentos na região da cabeça. Ela recebeu atendimento médico e seu estado de saúde é considerado estável.
Outras duas professoras tiveram escoriações leves ao tentarem conter o estudante durante a ocorrência. Elas também foram atendidas e liberadas. Nenhum aluno, funcionário ou outro integrante da comunidade escolar ficou ferido.
Assim que a situação foi percebida, professores e funcionários agiram rapidamente para proteger os estudantes que estavam nas salas de aula e no pátio da escola. A ação da Brigada Militar foi imediata, já que há um posto policial localizado a cerca de 100 metros da instituição.
O adolescente deverá ser encaminhado ainda nesta quinta-feira para uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), em Santa Maria.
As aulas no Instituto Estadual de Educação Deputado Ruy Ramos foram suspensas nesta quinta-feira. A direção da escola informou que os responsáveis que decidirem não enviar os filhos às aulas nos próximos dias terão as faltas justificadas.
Em nota oficial, a Prefeitura de Rosário do Sul informou que a ocorrência foi rapidamente controlada pelas forças de segurança e que todos os alunos foram acolhidos pela equipe escolar e pela rede de apoio. O município também confirmou que a professora ferida pertence à rede municipal de ensino, enquanto as outras duas docentes atingidas fazem parte da rede estadual.
A administração municipal informou ainda que todas as escolas da rede municipal e também as escolas particulares de Rosário do Sul tiveram as aulas suspensas nesta quinta-feira como medida preventiva. A prefeitura afirmou que segue prestando assistência às professoras, aos estudantes, às famílias e à comunidade escolar, além de colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.
A motivação do ataque ainda é desconhecida e será apurada pela Polícia Civil.