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Réu é condenado a mais de 52 anos de prisão por feminicídio de jovem de 18 anos em Três de Maio
Thalia Alessandra dos Santos Assunção foi morta em novembro de 2024 e deixou dois filhos pequenos; Justiça também fixou indenização de R$ 100 mil às crianças
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 28/10/2026 16:19
NOROESTE

O Tribunal do Júri de Três de Maio, no Rio Grande do Sul, condenou Carlos Eduardo da Silva a 52 anos, 8 meses e 10 dias de prisão pelo feminicídio de Thalia Alessandra dos Santos Assunção, de 18 anos, e por crimes relacionados à arma de fogo utilizada no caso. O julgamento ocorreu na terça-feira (27), e a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A decisão foi tomada por maioria de votos dos sete jurados. O condenado não poderá recorrer em liberdade.

Thalia foi morta em 26 de novembro de 2024, na Rua Canarinho, no bairro Santa Maria, em Três de Maio. A jovem deixou dois filhos pequenos.

Além do feminicídio, os jurados reconheceram a responsabilidade do réu pela receptação da arma utilizada no crime e pela posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Também foi reconhecida a circunstância de que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Indenização aos filhos

A juíza Vanessa Teruya Bini Mendes, que presidiu a sessão, estabeleceu o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil aos dois filhos menores de Thalia.

A defesa apresentou recurso de apelação contra a decisão.

Julgamento durou mais de 13 horas

A sessão teve início às 9h e terminou às 22h32, após mais de 13 horas de julgamento. Durante os trabalhos, foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, além do interrogatório do acusado.

Na sequência, o Ministério Público e os advogados de defesa apresentaram seus argumentos, com etapas de réplica e tréplica, antes da votação dos jurados.

A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Carolina Zimmer. A defesa do réu ficou a cargo dos advogados Bernardo Schaffer e Wedner Custodio Lima.

 

O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida. Nesses processos, sete jurados decidem, por votação sigilosa, se o acusado deve ser condenado ou absolvido.

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