O Tribunal do Júri de Três de Maio, no Rio Grande do Sul, condenou Carlos Eduardo da Silva a 52 anos, 8 meses e 10 dias de prisão pelo feminicídio de Thalia Alessandra dos Santos Assunção, de 18 anos, e por crimes relacionados à arma de fogo utilizada no caso. O julgamento ocorreu na terça-feira (27), e a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
A decisão foi tomada por maioria de votos dos sete jurados. O condenado não poderá recorrer em liberdade.
Thalia foi morta em 26 de novembro de 2024, na Rua Canarinho, no bairro Santa Maria, em Três de Maio. A jovem deixou dois filhos pequenos.
Além do feminicídio, os jurados reconheceram a responsabilidade do réu pela receptação da arma utilizada no crime e pela posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Também foi reconhecida a circunstância de que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Indenização aos filhos
A juíza Vanessa Teruya Bini Mendes, que presidiu a sessão, estabeleceu o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil aos dois filhos menores de Thalia.
A defesa apresentou recurso de apelação contra a decisão.
Julgamento durou mais de 13 horas
A sessão teve início às 9h e terminou às 22h32, após mais de 13 horas de julgamento. Durante os trabalhos, foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, além do interrogatório do acusado.
Na sequência, o Ministério Público e os advogados de defesa apresentaram seus argumentos, com etapas de réplica e tréplica, antes da votação dos jurados.
A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Carolina Zimmer. A defesa do réu ficou a cargo dos advogados Bernardo Schaffer e Wedner Custodio Lima.
O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida. Nesses processos, sete jurados decidem, por votação sigilosa, se o acusado deve ser condenado ou absolvido.