O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado no Instituto de Cardiologia após apresentar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
Com uma carreira de quase cinco décadas no jornalismo, Guerrinha se tornou uma das vozes conhecidas do esporte no Rio Grande do Sul. Seu estilo direto, o bom humor e as frases irônicas marcaram sua trajetória no rádio, nos jornais e nas redes sociais.
Carreira começou com a cobertura de corridas de cavalos
Filho do comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, Guerrinha teve contato com o ambiente do rádio desde a infância. No entanto, iniciou sua trajetória profissional na imprensa escrita, enquanto cursava Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Suas primeiras experiências foram no extinto Jornal Hoje, publicação ligada ao Grupo RBS. Depois, trabalhou na Folha da Manhã e no Correio do Povo, onde acompanhou o turfe, modalidade esportiva que também era uma de suas paixões.
Em 1983, retornou ao Grupo RBS para escrever sobre corridas de cavalos no jornal Zero Hora. Com a redução da cobertura do turfe, passou a acompanhar o futebol, especialmente o Internacional, seu time do coração, a partir de 1993.
Voz marcante na Rádio Gaúcha
Em 1999, Guerrinha chegou aos microfones da Rádio Gaúcha. No ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho.
A partir de 2004, passou a integrar o Sala de Redação, tradicional programa esportivo da emissora, inicialmente para substituir o comentarista Kenny Braga durante as férias. A participação se tornou permanente, e Guerrinha conquistou espaço entre os nomes conhecidos do programa.
Suas análises e expressões bem-humoradas ganharam popularidade entre torcedores de diferentes clubes, incluindo colorados e gremistas. Algumas de suas frases também passaram a circular nas redes sociais, ampliando o alcance de seu trabalho para além do rádio.
Despedida
O velório está previsto para esta quarta-feira (28), das 14h às 19h, na sala ecumênica do Crematório Metropolitano, em Porto Alegre.
Guerrinha deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.
Grupo RBS lamenta a morte
Em nota, o Grupo RBS lamentou a morte do jornalista e destacou sua trajetória profissional, o bom humor e a contribuição para o jornalismo esportivo gaúcho.
A empresa também ressaltou a importância de Guerrinha no Sala de Redação e sua capacidade de conquistar a audiência com comentários e frases que marcaram sua passagem pela comunicação.
A morte de Guerrinha representa uma perda para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul, onde construiu uma carreira que atravessou gerações de leitores, ouvintes e espectadores.