O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que não vai declarar publicamente seu voto no segundo turno da eleição presidencial de 2026, disputado por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante uma coletiva de imprensa no Palácio Piratini. Leite afirmou ter divergências com as duas candidaturas e descartou assumir o papel de liderança política na disputa nacional.
“Os brasileiros levaram duas propostas com as quais eu tenho as minhas diferenças, as minhas divergências”, declarou o governador, ao explicar que pretende exercer seu papel apenas como eleitor.
A posição repete a adotada por Leite no segundo turno de 2022, quando ele também optou por não declarar apoio a Lula nem ao então presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, defendeu que o debate eleitoral se concentrasse nos problemas do Rio Grande do Sul.
O histórico político do governador, no entanto, inclui uma posição diferente em 2018. Naquele ano, Leite declarou apoio a Jair Bolsonaro na disputa contra Fernando Haddad (PT), afirmando que não apoiaria o Partido dos Trabalhadores, embora tivesse ressalvas a declarações do então candidato.
No primeiro turno de 2026, Leite apoiou Ronaldo Caiado (PSD), seguindo a decisão nacional do partido. Antes disso, o governador havia tentado viabilizar uma candidatura própria à Presidência da República.
No cenário estadual, Leite também trabalhou pela eleição do vice-governador Gabriel Souza (MDB) como seu sucessor. Souza terminou a disputa em terceiro lugar, com 8,43% dos votos válidos.
A declaração desta terça-feira ocorreu ao lado do governador eleito Luciano Zucco (PL), durante uma coletiva sobre a transição de governo no Rio Grande do Sul.