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Rei de comunidade da Nigéria visita territórios de matriz africana em Viamão, no RS
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 19/09/2026 18:11
RIO GRANDE DO SUL

 

Oba Adewale Adefioye, conhecido como Rei Admula, participou de rodas de conversa e atividades culturais para promover o intercâmbio entre tradições africanas e brasileiras.

A cultura negra gaúcha e a ancestralidade africana se encontraram em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, com a visita de um rei de uma comunidade da Nigéria a territórios de matriz africana do município.

Oba Adewale Adefioye, conhecido como Rei Admula, é rei de uma comunidade de Ilê-Ifé, na Nigéria, e sacerdote de Ifá. Ele está no Brasil para participar de atividades voltadas à troca de conhecimentos entre a cultura africana e a sociedade brasileira.

Ilê-Ifé é considerada uma cidade sagrada e um dos berços da civilização do povo iorubá. Localizada no estado de Ọṣun, no sudoeste da Nigéria, a cidade possui importância histórica e cultural para as tradições de matriz africana.

A visita é promovida pelo Centro Cultural Brasil Estrangeiro e tem como objetivo apresentar conhecimentos relacionados à história, ancestralidade, tradições, costumes e cultura do povo de Ilê-Ifé.

Durante a programação, foram realizadas rodas de conversa com troca de experiências sobre história, cultura, fé e ensinamentos africanos. O encontro também contou com um almoço solidário preparado pela Cozinha Ancestral Solidária Oxum e Xangô, que ofereceu pratos da culinária campeira característica do Rio Grande do Sul.

Segundo o Centro Cultural Brasil Estrangeiro, a iniciativa tem relevância cultural e histórica devido à importância de Ilê-Ifé na tradição iorubá e à relação de sua herança cultural com diversas manifestações de matriz africana preservadas no Brasil.

Rio Grande do Sul concentra maior proporção de adeptos de religiões de matriz africana

O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com a maior proporção de pessoas que se declararam praticantes de umbanda e candomblé, segundo dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, 3,2% da população gaúcha segue alguma religião de matriz africana. A média nacional é de 1%.

No Censo de 2010, o percentual da população brasileira que declarava seguir religiões de matriz africana era de 0,3%, e o Rio Grande do Sul já ocupava a primeira posição entre os estados brasileiros.

 
 
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