O presidenciável Renan Santos, do partido Missão, esteve no Rio Grande do Sul no final da tarde desta quinta-feira (17), durante uma caravana de campanha que percorre cidades das regiões Sul e Sudeste do país.
Em Passo Fundo, o político concedeu entrevista à imprensa e falou a apoiadores de dentro do ônibus utilizado na viagem. A agenda durou cerca de 40 minutos e ocorreu em um posto de combustíveis, onde simpatizantes do município se concentraram.
Durante a passagem pelo município, Renan Santos criticou a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele também afirmou que pretende recorrer à Justiça contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal.
Segundo o presidenciável, o aumento teria caráter eleitoral e seria contrário à legislação. A declaração foi feita ao comentar o reajuste anunciado pelo governo, que elevou o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691.
“O Lula hoje deu um aumento eleitoreiro do Bolsa Família que vai gerar cobrança de impostos pra todo mundo aqui, que são população produtiva. Ninguém vai discutir, porque o Flávio Bolsonaro tem medo de se tornar impopular, então ele não fala. Eu vou entrar na Justiça contra a medida popularesca do Lula. É proibido alterar políticas sociais em período eleitoral. Fere a lei eleitoral brasileira”, declarou.
Pacto federativo
Questionado sobre propostas para a região Sul, Renan Santos afirmou que pretende revisar o pacto federativo caso seja eleito. A ideia apresentada pelo candidato é estabelecer critérios de desempenho para a distribuição de recursos entre estados.
Segundo ele, estados que apresentarem melhores indicadores em áreas como educação e atividade econômica poderiam receber mais recursos.
“Muito dinheiro sai daqui para sustentar a União e pouco dinheiro volta. Isso gera problemas de infraestrutura gravíssimos”, afirmou.
O presidenciável também defendeu a criação de metas para os governos estaduais.
“Temos que criar critérios objetivos de desempenho para todos os governadores. O governador do Maranhão não vai receber mais dinheiro enquanto não bater meta de desempenho, melhorar a educação, diminuir o analfabetismo e aumentar a atividade econômica e arrecadação no próprio estado. E governos como o do RS, que são produtivos, vão começar a se beneficiar desse recurso”, completou.
Feminicídios
Renan Santos também foi questionado sobre a violência contra a mulher e os registros de feminicídio no Rio Grande do Sul. O candidato afirmou considerar o problema grave, mas defendeu uma abordagem voltada ao combate à violência de forma geral.
“Houve 50 mortes de mulheres aqui no estado do RS, que eu lamento muito, mas todo dia morre 100 brasileiros, homens e mulheres todos os dias. É esperado que desses homicídios, cerca de 4 a cada 100 sejam feminicídios. Ou seja, existem outras modalidades de assassinato que são importantes”, declarou.
A passagem pelo Rio Grande do Sul faz parte da caravana de campanha de Renan Santos por municípios das regiões Sul e Sudeste.