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Mãe e filha dançam em hospital para comemorar recuperação de adolescente e vídeo emociona nas redes sociais
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 08/09/2026 17:11
RIO GRANDE DO SUL

Uma cena de carinho e superação registrada dentro de um hospital em Porto Alegre emocionou milhares de pessoas nas redes sociais. Uma mãe e a filha foram filmadas dançando juntas no quarto do Hospital da Criança Santo Antônio, da Santa Casa de Porto Alegre, enquanto comemoravam a recuperação dos movimentos da adolescente.

O vídeo foi gravado pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que estava em um consultório localizado em um prédio em frente ao hospital. Ao perceber a movimentação através da janela, ela registrou o momento sem saber, inicialmente, a história por trás daquela dança.

Lidiane publicou as imagens acompanhadas da reflexão: “Não espere que tudo esteja bem para permitir que a vida aconteça”.

A adolescente é Lívia Borges, de 14 anos, que está em tratamento contra a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara que pode provocar fraqueza muscular e comprometer os movimentos do corpo.

Após o vídeo ganhar grande repercussão, Lívia comentou na publicação e revelou o significado daquele momento.

“Sou eu no vídeo, num ato de extrema felicidade de poder voltar a andar e ainda mais, poder dançar”, contou a jovem, classificando a dança como uma grande vitória.

A mulher que aparece dançando com Lívia é a mãe dela, Elisiane Marques Lopez. Segundo ela, os passos faziam parte de um ensaio para a Semana Farroupilha. As duas dançavam a rancheira, ritmo tradicional da cultura gaúcha.

“Entre paredes de hospital, desafios e dias difíceis, nós duas encontramos um jeito de continuar dançando”, relatou Elisiane.

Depois de entrar em contato com a família e conhecer a história da adolescente, Lidiane afirmou que passou a enxergar a gravação de outra maneira.

“Eu achava que estava registrando simplesmente uma menina dançando. Depois compreendi que aquela dança representava muito mais: representava a possibilidade de voltar a dançar”, disse a neuropsicóloga.

O registro transformou um momento de recuperação dentro do hospital em uma demonstração de esperança e celebração da vida.

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