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Ex-estagiária de fórum é condenada a 6 anos e 8 meses por repassar informações sigilosas de operação policial
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 06/09/2026 09:35
BRASIL

Uma ex-estagiária do Fórum de Justiça de Florianópolis foi condenada a 6 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, por repassar informações sigilosas de uma operação policial a integrantes de uma organização criminosa.

A sentença foi divulgada na sexta-feira (4) e atendeu a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo a investigação, a jovem utilizou o acesso que possuía ao sistema do Tribunal de Justiça de Santa Catarina para consultar documentos relacionados à operação.

As informações teriam sido acessadas poucos dias antes da deflagração da Operação Tio Patinhas II, realizada em 24 de junho. A ação tinha como objetivo investigar suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas.

Acesso aos documentos

De acordo com o processo, a ex-estagiária consultou diversas vezes documentos que estavam sob sigilo. Em apenas um domingo, foram registradas 25 pesquisas no sistema.

A investigação aponta que ela teve acesso a informações sobre pessoas investigadas e endereços onde seriam cumpridas medidas judiciais.

Ainda segundo o Ministério Público, os dados foram repassados ao então companheiro da mulher, que teria ligação com o grupo criminoso. Posteriormente, as informações teriam chegado a outros integrantes da organização.

Operação foi prejudicada

A divulgação antecipada das informações teria comprometido o cumprimento das medidas planejadas pelas forças de segurança.

No dia da operação, cerca de 90% dos alvos não foram encontrados, segundo a investigação. A ação contou com mais de 400 policiais civis e previa o cumprimento de 69 mandados de busca contra aproximadamente 40 investigados.

O caso foi apurado em uma ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da 39ª Promotoria de Justiça da Capital e do setor de inteligência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A identidade da ex-estagiária não foi divulgada pelas autoridades. Por esse motivo, não foi possível localizar a defesa dela até a última atualização das informações.

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