Os motoristas de um Porsche e de uma caminhonete RAM, denunciados pelo Ministério Público, vão responder na Justiça por participação em um suposto racha ocorrido na Avenida Nilo Peçanha, em Porto Alegre. O acidente deixou duas mulheres feridas.
Segundo o Ministério Público, os veículos trafegavam em alta velocidade durante a disputa. O Porsche teria atingido mais de 145 km/h, enquanto a caminhonete RAM chegou a aproximadamente 123 km/h.
Durante o racha, um dos motoristas perdeu o controle do veículo e bateu contra um carro conduzido por uma das vítimas. Com a força da colisão, o automóvel foi lançado contra um terceiro veículo. Um quarto carro também acabou atingido.
As duas motoristas ficaram feridas. Para o MP, a conduta dos denunciados colocou em risco a vida e a integridade física de outros usuários da avenida.
Os denunciados são Fabrício Bueno da Silva, que dirigia o Porsche, e Henrique Palma Santos, motorista da caminhonete RAM. Eles respondem por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente e participação em racha. No caso do condutor do Porsche, também foi apontada a suspeita de embriaguez ao volante.
O acidente aconteceu em 26 de agosto de 2025. Após a ocorrência, os dois motoristas chegaram a ser presos, mas pagaram fiança e passaram a responder ao processo em liberdade.
A Polícia Civil concluiu a investigação e encaminhou o inquérito à Justiça. De acordo com o delegado Carlo Butarelli, vídeos e perícias ajudaram a apontar que os veículos trafegavam em velocidades muito acima do permitido, estimadas entre 130 km/h e 140 km/h.
Uma das vítimas, Carmen Regina Lange, estava parada em um semáforo quando o carro em que estava foi atingido. Ela relatou que perdeu a consciência após a forte colisão e acordou dentro de uma ambulância.
Segundo Carmen, o acidente provocou consequências físicas e emocionais que afetaram sua rotina e seu trabalho. Ela afirma que precisou de medicação, ficou quatro meses desempregada e teve dificuldades para retornar às atividades profissionais.
As defesas de Fabrício Bueno da Silva e Henrique Palma Santos foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.