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Ciclone-bomba se afasta para o Atlântico, mas ainda provoca ventos fortes e agitação marítima
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 08/08/2026 09:30
BRASIL

O ciclone-bomba que se formou na quinta-feira (6) entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul começou a se afastar em direção ao Oceano Atlântico. Mesmo com o deslocamento do sistema, os efeitos do fenômeno ainda devem ser sentidos em parte das regiões Sul e Sudeste.

Alertas mantidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Climatempo indicam que, até a noite deste sábado (8), rajadas de vento podem variar entre 50 km/h e 70 km/h em trechos do Sudeste. No Paraná e no Planalto Norte de Santa Catarina, os ventos podem chegar a 90 km/h.

A passagem do ciclone provocou estragos no Rio Grande do Sul na sexta-feira (7). Segundo informações divulgadas pelo UOL, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas após rajadas superiores a 120 km/h. Ao todo, 114 municípios gaúchos registraram algum tipo de impacto relacionado ao temporal.

Além dos ventos fortes, o deslocamento do sistema provoca agitação marítima no litoral das regiões Sul e Sudeste. As ondas podem atingir entre 2,5 metros e quase 3 metros ao longo deste fim de semana.

A passagem do ciclone também favorece a entrada de uma massa de ar frio sobre o país, contribuindo para a queda das temperaturas em diferentes áreas das regiões Sul e Sudeste.

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