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Tenente-coronel da reserva abre porta armado após conflito por bandeira política em Porto Alegre
Desentendimento entre vizinhos ocorreu no Centro Histórico na madrugada deste sábado (24); moradoras registraram ocorrência por ameaça, e uma delas obteve medida protetiva.
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 24/10/2026 17:59
RIO GRANDE DO SUL

Um conflito entre vizinhos em um prédio no Centro Histórico de Porto Alegre terminou com registro de ocorrência policial por ameaça na madrugada deste sábado (24). O caso começou após um desentendimento envolvendo uma bandeira política exposta na janela de um apartamento.

Imagens gravadas por uma das moradoras mostram o momento em que duas mulheres vão até o apartamento do vizinho para tentar recuperar a bandeira. Ao abrir a porta, o homem, identificado como Gilberto da Silva Scapin, tenente-coronel da reserva, aparece segurando uma arma de fogo.

No vídeo, ele questiona se as mulheres pretendem entrar no imóvel. Em seguida, elas deixam o local correndo.

Moradora afirma que vizinho retirou bandeira

Segundo o boletim de ocorrência registrado por Raphaela de Souza, ela estava em seu apartamento com a companheira na noite de sexta-feira (23), enquanto assistiam ao debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

De acordo com o relato, as duas colocaram uma bandeira política na janela do imóvel. A moradora afirma que o vizinho do andar inferior teria puxado o objeto para dentro de seu apartamento.

Raphaela disse que desceu até o imóvel acompanhada da companheira para recuperar a bandeira. Por receio da abordagem, pediu que a companheira gravasse a situação.

A moradora afirmou que não esperava encontrar o vizinho armado. Após o episódio, as duas deixaram o apartamento e foram para a casa de parentes.

Tenente-coronel apresenta outra versão

Gilberto da Silva Scapin apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que ouviu barulho e gritos vindos do apartamento superior e que tentou pedir às moradoras que interrompessem o comportamento.

Segundo o tenente-coronel da reserva, a bandeira teria sido utilizada para atingir a janela de seu apartamento. Ele afirmou que puxou o objeto e o jogou na rua.

O homem também declarou que ouviu ameaças de que as moradoras iriam até seu apartamento e, por esse motivo, abriu a porta segurando uma arma de fogo.

Gilberto negou ter ameaçado as mulheres ou afirmado que atiraria contra elas.

Medida protetiva foi concedida

Após o episódio, Raphaela solicitou uma medida protetiva. Segundo informações da Delegacia da Mulher, o pedido foi deferido e a medida está em vigor.

A Brigada Militar informou que o morador confirmou aos policiais que abriu a porta armado e apresentou a documentação da arma de fogo durante o atendimento.

A ocorrência foi registrada por meio de Termo Circunstanciado, com as versões apresentadas pelos envolvidos. Os policiais orientaram as partes.

Até o momento, as informações divulgadas não indicam uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

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