O cantor e compositor Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer. Nascido Uday Velloso, em Nova Friburgo (RJ), o artista conquistou o país nos anos 1970 com um estilo musical próprio, marcado pelo piano percussivo e pela mistura de samba com sonoridades populares.
O auge da carreira ocorreu entre 1973 e 1977, período em que lançou sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Vai Ficar na Saudade”, “Tudo Está no Seu Lugar” e “Assobiar e Chupar Cana”. Benito se definia como “sambeiro” e “pianeiro”, expressões que utilizava para destacar sua identidade musical, diferente de outros grandes nomes do samba brasileiro.
Com um visual característico, marcado por anéis, colares, casacas e cabelos longos, o artista também ganhou destaque em programas de televisão e apresentações ao vivo. Sua presença de palco e seu estilo musical ajudaram a consolidar seu nome na música popular brasileira.
Mesmo após o auge comercial, Benito de Paula continuou produzindo e lançando trabalhos. Entre eles estão “A Felicidade é Nossa”, de 2017, e “O Infalível Zen”, de 2021, álbum apresentado em comemoração aos seus 80 anos.
Ao longo de décadas de carreira, Benito de Paula construiu uma trajetória marcada por canções que atravessaram gerações e se tornaram conhecidas pelo público brasileiro.