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Pessoas privadas de liberdade ajudam na recuperação de escolas após temporal no Paraná
Ao todo, 27 detentos participaram dos trabalhos em Laranjeiras do Sul, onde ventos de até 124 km/h danificaram centenas de imóveis.
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 18/10/2026 09:30
BRASIL

Pessoas privadas de liberdade participaram dos trabalhos de reconstrução e recuperação de escolas e áreas públicas atingidas pelo forte temporal que atingiu Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, no início de outubro.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), 27 pessoas privadas de liberdade foram mobilizadas nas últimas semanas para auxiliar na recuperação dos locais afetados.

O temporal registrado em 4 de outubro provocou ventos de até 124 km/h, danificou pelo menos 852 casas, derrubou árvores e deixou moradores sem energia elétrica por até quatro dias. Os estragos também levaram à suspensão das aulas em unidades de ensino do município.

De acordo com a Sesp, os trabalhos incluíram a retirada de entulhos das vias públicas, o corte e a remoção de árvores e galhos com risco de queda, além de serviços de manutenção urbana.

A força-tarefa contou com 12 participantes do programa Mãos Amigas, vindos de Guarapuava, seis pessoas vinculadas a um convênio com a prefeitura e outras seis que já integravam a rotina da unidade penal local.

O programa Mãos Amigas permite a redução de um dia da pena a cada três dias trabalhados. Em 2025, a iniciativa atendeu 427 unidades escolares e realizou mais de dois mil serviços, segundo as informações divulgadas.

Oito unidades de ensino recebem serviços

Atualmente, as equipes concentram os trabalhos na recuperação de oito unidades educacionais de Laranjeiras do Sul. Entre elas estão o CMEI Adelina Dutra Boeira e as escolas municipais Valdemar Boeira, Therezinha Maria Moretto Andretta, Padre Gerson Galvino e Água Verde.

Também recebem serviços a Associação de Pais e Mestres (APM) da Escola Municipal Teotônio Vilela e os colégios estaduais cívico-militares Érico Veríssimo e Professor Gildo Aluísio Schuck.

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