A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná realizou, nesta sexta-feira (16), uma operação para investigar a divulgação de imagens de tortura e violência envolvendo policiais militares. Durante a ação, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, três pessoas foram presas em flagrante e 12 policiais militares foram afastados das atividades operacionais.
Segundo a Polícia Militar, a operação é um desdobramento da investigação denominada “Zeitgeist”, iniciada em junho deste ano, após denúncias de que fotos e vídeos de violência explícita durante abordagens policiais eram publicados em um perfil de rede social chamado “militardoparana”.
De acordo com o subcomandante-geral da PM do Paraná, Paulo Siloto, as imagens mostravam atos de violência contra pessoas, principalmente moradores de rua e indivíduos envolvidos em ocorrências policiais, além de registros de confrontos armados.
Siloto afirmou que a divulgação do material chamou a atenção da corporação tanto pela exposição das vítimas quanto pelos impactos à imagem institucional da Polícia Militar.
Policiais são investigados por compartilhar imagens
Segundo o subcomandante-geral, parte dos policiais afastados aparecia nos vídeos, enquanto outros participavam de grupos de mensagens nos quais o conteúdo era compartilhado.
Entre os afastados, há um oficial que ocupava cargo de liderança na corporação. Conforme Siloto, os investigadores identificaram policiais que enviavam imagens e informações para o perfil investigado.
As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na divulgação do material e esclarecer as circunstâncias dos fatos.