Offline
IFRS mantém decisão que impede professora aprovada em concurso de assumir vaga no RS
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 10/10/2026 09:51
BRASIL

Manoella Treis, de 29 anos, foi considerada inapta para trabalhar no campus de Veranópolis por falta de estrutura de saúde, segundo o instituto; candidata pretende continuar a disputa na Justiça

Uma professora de 29 anos aprovada em concurso público para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) continua impedida de assumir o cargo. Manoella Treis concorreu a uma vaga de professora de Administração pela reserva destinada a pessoas com deficiência (PcD), mas teve a posse negada após avaliação médica.

No dia 2 de outubro, o IFRS comunicou aos advogados da candidata que ela não reúne, na esfera administrativa, as condições para ser novamente nomeada no concurso. A instituição também informou que não há possibilidade de nomeação em outros campi ou localidades com base no mesmo certame.

Manoella havia escolhido o campus de Veranópolis, na Serra Gaúcha, para trabalhar. Após passar por perícia médica, foi considerada inapta para exercer a função naquela localidade. Posteriormente, ela solicitou uma vaga em Rolante, também para lecionar Administração, mas o pedido foi negado.

Instituto aponta falta de estrutura de saúde

Segundo o IFRS, a decisão teve como fundamento uma suposta incompatibilidade entre as necessidades de acompanhamento médico da candidata e a estrutura de saúde disponível no município escolhido.

Manoella tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e uma doença autoimune. Ela realiza tratamento contínuo com medicamentos injetáveis.

Conforme as informações divulgadas sobre o caso, a junta médica não apontou impedimentos para que ela exercesse a docência em si. A conclusão foi de que não haveria estrutura de saúde suficiente em Veranópolis para atender às necessidades clínicas da candidata.

Candidata pretende recorrer à Justiça

Manoella afirma que continuará buscando uma solução judicial para o caso. Segundo ela, seus advogados receberam o comunicado administrativo do instituto informando que ela não poderia prosseguir no concurso por não atender aos requisitos exigidos.

A pesquisadora ficou conhecida por ter obtido o título de doutora ainda jovem e afirma que pretende continuar lutando para assumir a vaga conquistada no concurso público.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!