Segundo pesquisadores, este é o primeiro nascimento da espécie com registro no Rio Grande do Sul; mãe e filhote estão sendo monitorados por especialistas.
Uma fêmea de elefante-marinho deu à luz um filhote na tarde de quarta-feira (7), na Praia do Cassino, em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. O nascimento foi considerado inédito no estado, de acordo com o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema).
O episódio ocorreu um dia depois de um elefante-marinho macho ser avistado na mesma faixa de areia. Segundo Sérgio Curi Estima, coordenador do Projeto Pinípedes do Sul, há registro de apenas três nascimentos de elefantes-marinhos no Brasil.
Após o nascimento, a área foi isolada para proteger os animais. Equipes do Nema acompanham as condições de saúde da mãe e do filhote.
Filhote pode ganhar até 8 kg por dia
De acordo com os pesquisadores, a fêmea deve permanecer na praia por pelo menos 20 dias para amamentar o filhote. Durante esse período, ela não deve retornar ao mar para se alimentar.
Segundo Sérgio Curi Estima, o filhote pode ganhar entre 5 e 8 quilos por dia, graças à alimentação fornecida pela mãe.
Os pesquisadores também observaram intensa comunicação sonora entre os dois animais nas primeiras horas após o nascimento. As vocalizações ajudam a mãe e o filhote a se reconhecerem, especialmente em colônias onde há muitos indivíduos da espécie.
População deve manter distância
Para evitar riscos aos animais, o Nema orienta que os visitantes respeitem a área de isolamento e evitem aglomerações nas proximidades.
A recomendação inclui manter distância, não fazer barulho e, principalmente, não levar cães ou outros animais domésticos à região.
Segundo os especialistas, a presença de cachorros representa um dos principais riscos neste momento, podendo causar estresse e comprometer a segurança da mãe e do filhote.
O monitoramento continuará durante o período em que os animais permanecerem na praia.