Uma orientação interna do 11º Batalhão da Brigada Militar, em Porto Alegre, determinava que policiais em patrulhamento só poderiam deixar o serviço para utilizar o banheiro na sede do próprio batalhão. O documento também estabelecia que a guarnição deveria retornar imediatamente ao patrulhamento após a necessidade fisiológica.
A determinação ganhou repercussão após o soldado Guilherme Roldão relatar ter passado por uma situação que considerou constrangedora durante o serviço na Zona Norte da capital. Segundo o policial, ele fazia uso de um medicamento que aumentava a frequência com que precisava ir ao banheiro.
A nota de serviço informava que não estavam autorizados afastamentos das guarnições para o chamado "J8", código utilizado para necessidades fisiológicas, nas sedes das companhias, estabelecimentos comerciais ou locais semelhantes.
Na prática, conforme o documento original, os policiais subordinados ao 11º BPM deveriam se deslocar exclusivamente até a sede do batalhão para utilizar o banheiro e, depois, retornar ao patrulhamento.
Após a repercussão do caso e manifestações de entidades que representam servidores da segurança pública, a Brigada Militar informou que houve uma "interpretação equivocada" da orientação.
A corporação afirmou que a nota foi retificada e passou a priorizar o uso dos sanitários nas sedes do 11º BPM e de suas subunidades. Segundo a Brigada Militar, a orientação tem como objetivos garantir a segurança do efetivo e o controle dos recursos empregados.
A corporação também esclareceu que a determinação não impede o contato dos policiais nem o policiamento em estabelecimentos comerciais.
O episódio está sendo apurado pela Brigada Militar.