O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) rejeitou o recurso apresentado pela defesa de Giovane Correa Mayer, acusado pela morte de Catarina Kasten, de 31 anos, em Florianópolis. A defesa pedia a retirada da acusação de ocultação de cadáver do processo.
Com a decisão, o réu continuará respondendo pelos três crimes apontados na denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC): feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
O recurso foi analisado pelo TJSC na quinta-feira (24). Segundo o MPSC, que atua na acusação, a Justiça já havia determinado que o caso será levado a júri popular.
A defesa informou que aguarda a íntegra da decisão para avaliar a possibilidade de apresentar um novo recurso.
Acusação aponta crime em área de mata
Segundo a denúncia do Ministério Público, Catarina foi abordada na manhã de 21 de novembro de 2025, nas proximidades do acesso à Praia do Matadeiro.
Ela havia saído de casa por volta das 6h50 para participar de uma aula de natação. Como não retornou no horário esperado, o companheiro acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia.
Giovane foi preso na noite do mesmo dia e, conforme as informações apresentadas no processo, confessou a participação no crime.
De acordo com a acusação, Catarina foi levada para uma área de mata de difícil acesso e pouca visibilidade, onde o corpo foi posteriormente localizado.
Durante a análise do recurso, o Ministério Público sustentou que existem elementos no processo que indicam que o acusado levou a vítima até o local e que não há provas que sustentem a hipótese de alteração da cena por outras pessoas.
Réu continuará respondendo a três acusações
Com a decisão do TJSC, permanecem no processo as acusações de:
- feminicídio qualificado;
- estupro;
- ocultação de cadáver.
O feminicídio é apontado pela acusação como tendo sido cometido com recurso que teria dificultado a defesa da vítima e mediante asfixia.