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Milhares de animais são salvos em operação histórica durante construção de Itaipu
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 20/09/2026 09:24
BRASIL

Operação pioneira no Paraguai retirou macacos, tatus, cobras e tarântulas da área que seria alagada pela maior hidrelétrica do mundo na época.

A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, no rio Paraná, exigiu uma operação histórica de proteção da fauna silvestre. Em 1982, milhares de animais foram retirados da região que seria atingida pelo reservatório da usina, em uma corrida contra o tempo para preservar a biodiversidade local.

À frente da iniciativa estava o engenheiro agrônomo paraguaio Darío Pérez Chena, que tinha 43 anos na época e coordenou uma equipe responsável pelo resgate de diversas espécies, incluindo macacos, tatus, cobras e tarântulas.

"Era um grande desafio. O Paraguai nunca havia feito nada parecido, nós fomos os pioneiros", afirmou Pérez Chena ao relembrar a operação em entrevista à jornalista Stefania Gozzer, do programa de rádio Witness History, do Serviço Mundial da BBC.

Engenheiro assumiu a missão de proteger a fauna

Pérez Chena era formado em agronomia no Paraguai e havia concluído uma pós-graduação na Alemanha. Antes de ingressar na Itaipu Binacional, ocupava o cargo de diretor do Serviço Florestal Nacional do Paraguai.

Ele se mudou com a esposa e os filhos para Puerto Stroessner, cidade que atualmente se chama Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. Na época, passou a ser responsável pela proteção da fauna e da flora terrestre na área de construção da usina.

A Itaipu Binacional foi criada por meio de um acordo entre Brasil e Paraguai para viabilizar a construção da hidrelétrica, uma das maiores obras de engenharia do século 20.

Com mais de 7 quilômetros de extensão, a usina se tornou, naquele período, a maior hidrelétrica do mundo.

Legado para a preservação ambiental

O trabalho realizado durante a formação do reservatório ajudou a estabelecer estratégias de proteção da biodiversidade na região de Itaipu.

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