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Mulher é presa suspeita de manter estabelecimento irregular e impedir funcionárias de deixar local em SC
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 10/09/2026 20:05
BRASIL

Uma mulher foi presa pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (10), em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, durante uma investigação sobre exploração sexual e condições de trabalho impostas a funcionárias de um estabelecimento às margens da BR-470.

Segundo a Polícia Civil, a mulher era responsável pela administração do local e teria como sócio o companheiro, Adelar Antônio Goldoni, que está foragido. Ele possui uma condenação de quase 24 anos de prisão por crimes relacionados a tortura, violência sexual e manutenção de casa de prostituição.

De acordo com as investigações, o casal cobrava valores pelo uso dos quartos e também fazia descontos sobre os ganhos das mulheres que trabalhavam no estabelecimento. A polícia afirma ainda que eram aplicadas multas consideradas abusivas por situações como a falta de limpeza dos quartos ou a saída das funcionárias com clientes para outros locais.

Com os descontos e cobranças, algumas mulheres teriam acumulado dívidas de até R$ 10 mil. Segundo a investigação, elas eram impedidas de deixar o estabelecimento enquanto os débitos não fossem quitados.

O inquérito foi aberto em 6 de julho de 2026. A Polícia Civil informou que o esquema funcionava por meio do controle e da restrição da liberdade das vítimas.

A investigação começou após o Conselho Tutelar e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) receberem informações sobre a presença de crianças no estabelecimento. Três funcionárias tinham filhos que permaneciam no local.

Para retirar as crianças e as mães sem levantar suspeitas, as equipes utilizaram uma estratégia de cobertura. Após a saída das três mulheres e dos filhos, os órgãos acionaram a Polícia Civil, que iniciou a investigação.

Durante a operação desta quinta-feira, além da prisão da administradora, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Navegantes, com apoio das delegacias de Balneário Piçarras e de Combate às Drogas de Itajaí.

A mulher foi encaminhada ao Presídio de Itajaí e permanece à disposição da Justiça. Ela é investigada pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo.

O companheiro dela, apontado como coproprietário do estabelecimento, continua sendo procurado pela polícia.

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