O padrasto de Moisés Falk, de 4 anos, foi condenado a 44 anos de prisão em regime fechado pela morte da criança, em Florianópolis, Santa Catarina. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na noite de quinta-feira (3) e confirmada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Richard da Rosa Rodrigues foi condenado pelos crimes de homicídio e tortura. O menino morreu em 17 de agosto de 2025, após sofrer agressões enquanto estava sob os cuidados do padrasto, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
De acordo com a investigação, os episódios ocorreram na residência onde a criança morava com a mãe e o padrasto, na região Sul da capital catarinense.
Durante as investigações, a polícia encontrou no celular de Richard uma pesquisa feita em um aplicativo de inteligência artificial. A sessão ainda estava ativa na data da morte da criança e continha uma pergunta relacionada aos efeitos de manter uma criança pelo pescoço.
O Ministério Público também apontou que o menino teria passado por outros episódios de violência anteriormente. Um deles teria ocorrido em abril de 2025, quando a criança estava sob os cuidados do padrasto.
Richard permaneceu preso desde a época da investigação e deverá cumprir a pena em regime fechado.
Mãe também responde ao processo
A mãe da criança, Larissa de Araújo Falk, também foi denunciada pelo Ministério Público. Inicialmente, a Justiça rejeitou a denúncia, mas o MPSC recorreu e o Tribunal de Justiça determinou que a acusação fosse recebida.
O processo relacionado à mãe ainda aguarda o julgamento de recurso apresentado pela defesa.
O advogado Eduardo Dalmedico Ribeiro informou que não irá comentar a condenação do padrasto. Segundo ele, a defesa aguarda o julgamento dos embargos infringentes relacionados ao caso de Larissa.