Natieli Oliveira, de 21 anos, que perdeu a filha Cecília após oito meses de gestação, denunciou que teria tido a cesárea negada pela equipe da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), após a confirmação da morte fetal.
Segundo o relato da jovem, inicialmente um médico teria informado que ela poderia escolher entre a cesárea e o parto normal. No entanto, posteriormente, a cesárea teria sido descartada sob a justificativa de que o centro cirúrgico estava lotado.
Diante da situação, Natieli afirma que precisou realizar o parto normal de Cecília, que já havia morrido. Em entrevista ao g1, ela descreveu o momento como uma experiência de intensa dor física e emocional.
A jovem também relatou que teria enfrentado dificuldades na mesma maternidade durante o início da gravidez. Segundo ela, após sofrer um descolamento de placenta, houve problemas relacionados às orientações e à assistência recebida na unidade.
A família de Natieli também questiona a demora no atendimento e a assistência prestada após a confirmação da morte da bebê.
Em manifestação anterior ao Jornal Nacional, a Prefeitura de Goiânia informou que, segundo análise técnica realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, os atendimentos prestados à paciente seguiram os protocolos assistenciais e foram considerados adequados e tempestivos.
A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que a Maternidade Célia Câmara abriu uma apuração interna para revisar os atendimentos e os fluxos assistenciais adotados no caso.
A pasta deverá esclarecer especificamente a denúncia de que a cesárea teria sido inicialmente apresentada como uma possibilidade à paciente e, posteriormente, negada devido à lotação do centro cirúrgico.