Paredes foram pichadas e portas arrancadas no banheiro público da praça; prefeitura estima gastos de R$ 100 mil em reparos apenas neste ano.
A Praça Pedro Schwertz, localizada no bairro Cruzeiro, em Santa Rosa (RS), voltou a ser alvo de vandalismo e furto no último fim de semana. O banheiro público do local teve as paredes pichadas e as portas arrancadas, incluindo os marcos que estavam chumbados na estrutura. Esta é a segunda ocorrência de depredação registrada no mesmo espaço em 2026.
Revitalizada há pouco mais de um ano com um investimento total de R$ 1,7 milhão — dos quais R$ 240 mil foram destinados exclusivamente à construção do banheiro —, a praça já acumula quase R$ 100 mil em custos com consertos e manutenção decorrentes de danos provocados por terceiros ao longo deste ano.
De acordo com o Secretário de Obras do município, Valtair Dorneles, a depredação recorrente compromete o orçamento municipal.
"O espaço público é de todos nós. Quando alguém depreda uma praça ou danifica um banheiro, toda a comunidade perde. Precisamos da participação da população para cuidar e também denunciar situações de vandalismo. Assim, os recursos que estão sendo utilizados com conserto podem ser destinados para outras melhorias", afirmou o secretário.
Monitoramento e parcerias público-privadas
Para coibir novas ações de vandalismo, a administração municipal informou que prevê a instalação em breve de um circuito de videomonitoramento na praça. A responsabilidade pela implantação e gestão das câmeras será assumida pelo Sicredi, instituição financeira que já mantém parceria para os cuidados do local.
Modelo semelhante já foi adotado na Praça Pedro Carpenedo, onde a instalação do sistema de segurança foi realizada de forma gratuita pela empresa Shelter.

Impacto financeiro e campanhas de conscientização
Nos últimos cinco anos, mais de 20 praças receberam obras de reforma e revitalização no município de Santa Rosa. Segundo dados da prefeitura, os gastos anuais com reparos e manutenção de espaços públicos depredados giram em torno de R$ 500 mil, valor que engloba custos com materiais, deslocamento de veículos e mobilização de equipes de trabalho.
Diante do cenário, o município mantém a campanha "O que é público é nosso", desenvolvida em conjunto com o Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude) e a Câmara de Vereadores, com o objetivo de incentivar a preservação do patrimônio público pela comunidade. Denúncias sobre atos de vandalismo podem ser encaminhadas diretamente às autoridades locais.