Uma divergência de informações tem gerado insegurança na população de Santa Rosa. De um lado, fiscais da Vigilância Sanitária confirmam que a água que chega às torneiras em bairros como Cruzeiro do Sul está imprópria para o consumo devido a alterações severas de turbidez. De outro, uma nota oficial divulgada pelo município garante que a água está própria para o consumo humano em todas as localidades.
O conflito de narrativas
O choque entre as posições oficiais evidencia uma falha na comunicação pública e no acompanhamento da crise:
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A versão da Vigilância Sanitária: Em entrevista concedida na rádio local, os fiscais Ticiane Zamin e Ricardo Ledur foram categóricos: a água não atende às normas do Ministério da Saúde e não deve ser consumida pela população. A Vigilância acusa a concessionária responsável (Corsan) de omitir o problema inicial de alteração do pH na captação e de agir com inércia diante dos alertas. Em resposta, o órgão informou que a prefeitura irá acionar o Ministério Público Estadual para apurar as responsabilidades.
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A versão do comunicado oficial (Prefeitura/FUMSSAR): Apesar das declarações técnicas e dos laudos apontando alteração persistente no bairro Cruzeiro do Sul, o card oficial veiculado pela Prefeitura (via FUMSSAR) afirma que a água está 100% liberada e própria para consumo em toda a cidade.
Cronologia do problema
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12 de agosto (Quarta-feira): A Vigilância Sanitária realiza coleta mensal de rotina e o laudo aponta potabilidade normal.
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Fim de semana: Moradores começam a relatar água barrenta e turva nas torneiras.
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Segunda-feira: Novas amostras são coletadas nos bairros Cruzeiro, Cruzeiro do Sul, Júlio de Oliveira, Pereira e Beatriz Oliveira, confirmando alteração de turbidez.
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Terça e Quarta-feira: A Corsan emite nota afirmando que a água é potável, enquanto laudos de laboratório estadual (14ª Coordenadoria) mantêm o alerta de alteração em pontos como o Cruzeiro do Sul.
Orientações à população
Enquanto o impasse jurídico e técnico não é totalmente esclarecido, a orientação de cautela é não utilizar a água turva diretamente para ingestão.
Casos de irregularidades ou dúvidas sobre a qualidade da água podem ser denunciados diretamente à Vigilância Sanitária pelo telefone: (55) 99609-3621.